quinta-feira, 17 de maio de 2012

Inconstante trilho!

O relógio continua num "tic-tac, tic-tac..." infindável (melhor assim, parava o tempo se assim não fosse) e eu neste frenesim que me atormenta o sossego e faz de mim um pêndulo à procura do equilíbrio que me fizeram perder. Veio uma palavra dali, um murmuro dali e lá se foi a confiança, lá se esvoaçou o "não sei quê" que me mantinha forte! Pensava eu ser capaz de ultrapassar a tempestade sem ser abalroado e... e tudo caiu por terra. Tivesse eu braços para me agarrar à firmeza de um presente seguro, de um presente certo e não me abalavam as palavras que ditou o rei lá do alto trono. Esse que dita que correntes terão os rios, que montes irá o sol iluminar, que vidas irão seu caprichos afectar! Ah que se dane esse que pensa ser senhor da decisão final. Decisões e palavras de ordem leva-as o vento! Falem-me de atitudes, falem-me de acções, de emoções, de experiências, de entrega, falem de tudo o que me permite ser alguém que se não rege nem deixa reger pelo vazio e imponderado "faz isto!". Ora, basta de ser marioneta nas mãos da tirania que me leva a força para terras que desconheço e que não quero sequer alcançar. Se lá chegasse preferia perder o rumo a tudo pois teria igualado aquele que para lá me enviara.

Força, suporte, apoio, é nestes pilares que assenta o presente e o futuro que quero ver ser construído. Se ainda não existem, construam-se! Se já existem, fortaleçam-se ainda mais e tudo corre pelo melhor. Não quero ser um era que cresce agarrada, fixa e estática, a uma parede, quero ser uma erva daninha que, mesmo que rejeitada e depreciada muitas vezes, cresça livre e sem que semente alguma me obrigue a ter de coabitar onde uma mão me quis plantar. Reguem-me de espírito e de vontade e então crescerei e poderei partir em busca do equilíbrio que preciso para depois traçar um caminho. Caminho sem fim, desconhecido e possivelmente calculado, mas um caminho que à minha e somente à minha mercê foi criado! Se quiserem fazer parte deste trilho, então tragam pedras e trabalhamos juntos para as esculpir, não se limitem a atirá-las!

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