domingo, 19 de fevereiro de 2012

Numa embarcação chamada "AMOR"


Há momentos, demorados, que se vêm emergir de uma tal ânsia mutua que, depois de eclodirem, se revelam pequenos monstros que nos corroem a mente e nos ocupam o pensamento que assim deixa de estar amarrado às correntes da coerência. 

Esta coerência, que o pensamento agora abandona, poderá ser o resultado daquilo a que alguns chamam de “paixão”. Duas formas de pensar, dois corpos atraídos por forças que nem um nem outro conhecem, sentimentos múltiplos… e estão assim reunidos os elementos que parecem gerar, então, uma nova força. 
 Uma força capaz de mover montanhas, capaz de fazer dos seus motores dois corpos que se materializam num só e ganham força para velejar por mares desconhecidos. 

Mares esses que podem ser turbulentos, mais calmos, exaltados ou de uma acalmia estranhamente presente sobre os rochedos, que parecem querer travar este navio de dois remos. Podem também ser uma constante variação entre uma ondulação bravia, momentos de imensa paixão, e uma ondulação ausente, momentos de pura troca de sentimentos que, na sua exaltação máxima, se revelam ser de uma serenidade tão característica de um momento em que duas mãos se unem e encerram, com força, um amor que mar algum consegue afundar.

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